Existem sim essas pessoas que nunca deixei de amar.
Que ainda amo.
Amo, num lugar tácito onde correm soltas imagens de como poderia ter sido. Correm soltas imagens do que fora amor e não disse, do que fora amor e não me deram, do que fora amor e não sabia, do que fora amor porque invento, do que fora amor por ser bonito, do que fora amor só por ter sido, do que fora amor por ter perdido.
Projetar o inexistente, o impossível, é satisfazer uma curiosidade que não tem esperanças. Não é desonesto ou infiel, é íntimo.
Saber se haveria mais cafés na varanda, mais esperas na calçada, mais pinturas nas paredes, mais poesias cantadas... Meu Deus, como eu queria! De vez em quando, voltar no tempo, ter mais um dia, o mesmo dia que fosse. Que fosse acabar, e eu soubesse onde: aqui, onde estou, a olhar pra pra essas imagens de um lugar que construo com as mãos, e o olhar na vida que segue. Porque eu acredito que nostalgia é inerente ao ser que caminha vivendo, ou vive caminhando, mas nunca uma coisa sem a outra.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
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você é a mais boa. melhor não, odeio a melhor.
ResponderExcluirMe espera.