Como deve ser conseguir aceitar que é possível receber sem sentir se dar. Colocar na mão do tempo o coração cansado de tanto nada que carrega. Deixar ele se encarregar de se recarregar com sentimentos que chegavam a transbordar, sendo um pouquinho verdade, um pouquinho invenção, um pouquinho bobagem, um pouquinho urgente, mas sem nunca descobrir exatamente quanto.
Quão pouco? Quão pouco de cada? Se um pouco mais um pouco transborda... ou tem outra coisa também, ou não sei medir, ou meu coração encolheu. Como é isso?
Foi ficando pequenino que nem os olhos de alguém que tem sono até que adormece.
Como alguém que desiste do filme inédito da tv, no sofá, porque é muito tarde.
domingo, 23 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Emails daqui - Berlin
um sol belissimo la fora. acabei de voltar de um sushi com amigo.
vontade de escrever assim mesmo, ta, em minusculas e sem acento. to de ferias - duas semanas - desde segunda. vim pra ca - berlin - pq daqui sai meu voo hoje pra londres. visitar amigos. passear. ver a cidade numa outra estacao. bacana. tem um esquilos gigantes em st james park, ja foi la? e tem uma velha que leva amendoins pra eles e eles enterram mesmo em algum lugar, pra mais tarde. e eles nao carregam nenhuma culpa por isso. por deixarem coisas pra mais tarde. ou serem precavidos. o que e uma ironia ne, porque de um lado tem uma galera que alerta que os dias mais dificeis estao por vir, que temos que economizar, pensar mais adiante, diploma, carreira, previdencia privada, seguro de vida. do outro lado, algumas pessoas frustradas e outras inspiradoras que gritam que a hora de cair no mundo eh essa, enquanto a gente nao tem condominio nem filho. e da aquela vontade de pegar a mochila e ir embora pra qqr canto. a gente chega acreditar que nao ha mal nenhum que nos pegue. a gente inventa um sonho qualquer, sei la, ser bailarina, e vai. mas as vezes penso que eh tudo meio metade, sabe, que tem essa coisa valente de ir atras do sonho, mas porra, tem aluguel, tem casa, tem contrato, tem danca que nao se quer dancar, tem machucado, fisioterapia, papel amarelo que levar pra diretora, tem que bucar (book) voo, trem, trocar dinheiro, tem que comprar um moletom novo pq ta frio ainda em londres, xampu e creme pequeninos de levar na bagagem de mao, ob, cade meu prendedor de cabelo? tem que fazer caber tudo na mala, tem que ter passporte!!!! nao pode esquecer nada, tem que deixar o dinheiro pro aluguel, levar o lixo lá embaixo, desligar o computador, comer tudo o que tah na geladeira pra nao dar fungo... entende? e que alegria intima eh essa de quando a gente volta pra casa? o que explica a sensacao de alivio de chegar e deitar na propria cama, e saber onde ficam as coisas de limpeza, e onde encontrar seu vinho predileto no mercado sem ter que perguntar a ninguem? como eh que deve ser ir sem realmente ter ideia de quando e pra onde voltar? acho que nunca vou saber. nem sei se quero. so queria dividir essa aflicaozinha de pessoinha. humaninha. nada demais. amanha passa. amanha to em londres sabendo que semana que vem volto pra casa e pro trabalho e pro meu vinho na ala esquerda do mercado, atrás da secao de produtos de limpeza, na prateleira do meio, na parede da direita.
tinto, seco e italiano.
beijo.
me fala de voce.
vontade de escrever assim mesmo, ta, em minusculas e sem acento. to de ferias - duas semanas - desde segunda. vim pra ca - berlin - pq daqui sai meu voo hoje pra londres. visitar amigos. passear. ver a cidade numa outra estacao. bacana. tem um esquilos gigantes em st james park, ja foi la? e tem uma velha que leva amendoins pra eles e eles enterram mesmo em algum lugar, pra mais tarde. e eles nao carregam nenhuma culpa por isso. por deixarem coisas pra mais tarde. ou serem precavidos. o que e uma ironia ne, porque de um lado tem uma galera que alerta que os dias mais dificeis estao por vir, que temos que economizar, pensar mais adiante, diploma, carreira, previdencia privada, seguro de vida. do outro lado, algumas pessoas frustradas e outras inspiradoras que gritam que a hora de cair no mundo eh essa, enquanto a gente nao tem condominio nem filho. e da aquela vontade de pegar a mochila e ir embora pra qqr canto. a gente chega acreditar que nao ha mal nenhum que nos pegue. a gente inventa um sonho qualquer, sei la, ser bailarina, e vai. mas as vezes penso que eh tudo meio metade, sabe, que tem essa coisa valente de ir atras do sonho, mas porra, tem aluguel, tem casa, tem contrato, tem danca que nao se quer dancar, tem machucado, fisioterapia, papel amarelo que levar pra diretora, tem que bucar (book) voo, trem, trocar dinheiro, tem que comprar um moletom novo pq ta frio ainda em londres, xampu e creme pequeninos de levar na bagagem de mao, ob, cade meu prendedor de cabelo? tem que fazer caber tudo na mala, tem que ter passporte!!!! nao pode esquecer nada, tem que deixar o dinheiro pro aluguel, levar o lixo lá embaixo, desligar o computador, comer tudo o que tah na geladeira pra nao dar fungo... entende? e que alegria intima eh essa de quando a gente volta pra casa? o que explica a sensacao de alivio de chegar e deitar na propria cama, e saber onde ficam as coisas de limpeza, e onde encontrar seu vinho predileto no mercado sem ter que perguntar a ninguem? como eh que deve ser ir sem realmente ter ideia de quando e pra onde voltar? acho que nunca vou saber. nem sei se quero. so queria dividir essa aflicaozinha de pessoinha. humaninha. nada demais. amanha passa. amanha to em londres sabendo que semana que vem volto pra casa e pro trabalho e pro meu vinho na ala esquerda do mercado, atrás da secao de produtos de limpeza, na prateleira do meio, na parede da direita.
tinto, seco e italiano.
beijo.
me fala de voce.
sábado, 1 de maio de 2010
Nordhausen
Eu costumava acreditar no amor. Que era a coisa mais importante e bela do mundo.
As coisas mais importantes do mundo, na verdade, têm a importância que a gente dá pra elas, já escrevi isso. E eu dou importância demais às coisas que invento.
Eu acho que como todo bom clichê, perdi a fé no amor.
E não estou feliz por isso. Não estou feliz. Quero o amor de volta.
As coisas mais importantes do mundo, na verdade, têm a importância que a gente dá pra elas, já escrevi isso. E eu dou importância demais às coisas que invento.
Eu acho que como todo bom clichê, perdi a fé no amor.
E não estou feliz por isso. Não estou feliz. Quero o amor de volta.
sábado, 20 de março de 2010
Emails daqui - Nordhausen
Que bom.
Sonho com aí tb. Muito. Já sonhei que dançávamos com a DES.
Por aqui, to com febre hoje e tosse de arder o peito.
Mas esse não é o tipo de estado que permanece.
Não o tipo de bem ou mal que vc quer saber se estou e que tampouco permanece também.
Porque há tempos só acredito no movimento.
Eu estou bem. Longe de estar plena. Não sei onde está esse sentimento que já tive algumas vezes. Tá no vento, nas mãos da gira, qualquer hora nos esbarramos, certeza. E aí me escapa de novo ou eu dele, como gosto mesmo de fazer. Gostamos. Sei lá.
Minha cabeça é uma confusão, mas tem coisas melhores. Minha alimentação, minha relação com escrever, com ser, com me relacionar com as pessoas. estou mais consciente, parece, me iludo talvez, mas penso.
a dança é confusa e existe com força pra dentro porque nao tem quem me sugue, mas sigo.
E to poética hoje pra caralho porque to doente, carente. Mas Felix tá aqui cuidando. E como cuida bem esse homem que se hoje eu pudera, casava. se hoje eu tivesse decidido, aos trinta e poucos anos, que arrisco. Mas a covardia é um mal da minha alma, uma cicatriz pós operatória. A extração de um humor. De um amor. Isso que ele era em mim, um estado de espírito. A extração do alexandre me deixou marca. Sou covarde.
Vamo que vamo porque parado, não rola, né?
Amo vc e sou feliz por vc sonhar comigo. É uma honra te encontrar em outro plano. Vc tem o meu amor infinito, eterno.
Quero dançar com vc e o resto nao digo porque tudo o que desejamos se realiza e não sei se to pronta pra brincadeira da vida, essa palhaçada de fazer as coisas acontecerem quando menos esperamos, pra ver se ensina pra gente alguma coisa... que talvez a gente nunca saiba...
sua.
Nina
Sonho com aí tb. Muito. Já sonhei que dançávamos com a DES.
Por aqui, to com febre hoje e tosse de arder o peito.
Mas esse não é o tipo de estado que permanece.
Não o tipo de bem ou mal que vc quer saber se estou e que tampouco permanece também.
Porque há tempos só acredito no movimento.
Eu estou bem. Longe de estar plena. Não sei onde está esse sentimento que já tive algumas vezes. Tá no vento, nas mãos da gira, qualquer hora nos esbarramos, certeza. E aí me escapa de novo ou eu dele, como gosto mesmo de fazer. Gostamos. Sei lá.
Minha cabeça é uma confusão, mas tem coisas melhores. Minha alimentação, minha relação com escrever, com ser, com me relacionar com as pessoas. estou mais consciente, parece, me iludo talvez, mas penso.
a dança é confusa e existe com força pra dentro porque nao tem quem me sugue, mas sigo.
E to poética hoje pra caralho porque to doente, carente. Mas Felix tá aqui cuidando. E como cuida bem esse homem que se hoje eu pudera, casava. se hoje eu tivesse decidido, aos trinta e poucos anos, que arrisco. Mas a covardia é um mal da minha alma, uma cicatriz pós operatória. A extração de um humor. De um amor. Isso que ele era em mim, um estado de espírito. A extração do alexandre me deixou marca. Sou covarde.
Vamo que vamo porque parado, não rola, né?
Amo vc e sou feliz por vc sonhar comigo. É uma honra te encontrar em outro plano. Vc tem o meu amor infinito, eterno.
Quero dançar com vc e o resto nao digo porque tudo o que desejamos se realiza e não sei se to pronta pra brincadeira da vida, essa palhaçada de fazer as coisas acontecerem quando menos esperamos, pra ver se ensina pra gente alguma coisa... que talvez a gente nunca saiba...
sua.
Nina
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Nordhausen
Meu quarto fica mais aconchegante ainda com La Vie En Rose da Edith Piaf.
Contrastando com meu quarto - como se já não fosse suficiente tudo em mim constrastar, agora o entorno - minha alma barulhenta e inquieta.
Essa vontade de verão! De viver isso que tá imenso aqui dentro. Sair no frio mesmo, na neblina, apaixonada, feliz da vida por ele estar bem! Por estar lindo e parecido demais com alguém que esqueço. Como se não bastasse o sarcasmo e a ironia, agora ele tem também a barba dos homens que têm barba, e os dentes pequenos, que sempre foram pequenos, mas que hoje eram pequenos como os de uma criança. Infantis como de uma criança. De uma criança infantil.
Contrastando com meu quarto - como se já não fosse suficiente tudo em mim constrastar, agora o entorno - minha alma barulhenta e inquieta.
Essa vontade de verão! De viver isso que tá imenso aqui dentro. Sair no frio mesmo, na neblina, apaixonada, feliz da vida por ele estar bem! Por estar lindo e parecido demais com alguém que esqueço. Como se não bastasse o sarcasmo e a ironia, agora ele tem também a barba dos homens que têm barba, e os dentes pequenos, que sempre foram pequenos, mas que hoje eram pequenos como os de uma criança. Infantis como de uma criança. De uma criança infantil.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Emails daqui - Nordhausen
Oi mama!!!
A estréia foi simplesmente fantástica!!!! Perfeita!!! O público AMOU!
Eu me saí MUUUUITO bem! To super feliz e agora é seguir trabalhando pra manter a qualidade.
Robert e seus pais vieram, veio tb a ex-nora da Karin com sua filha Gustie e o novo marido. :) Em plena Alemanha, menos de dois meses de trabalho, eu já tive pessoas que vieram especialmente por mim. Mais do que em qualquer show que tive em Curitiba! hahahaha
Daí teve festa no restaurante do teatro depois, eu tava muuuito bem vestida (hahahah como estou vaidosa, meu Deus, grandes merdas), não sei se há fotos, mas posso procurar com alguém. De lá fomos para um bar (4 da manhã!!) e saímos de lá Às 6h. Frau e Herr Kaden foram pro hotel logo depois de comerem algo no restaurante do teatro, depois da apresentação. Eu e Robbie viemos pra minha casa e ficamos conversando sobre tudo até amanhacer o dia. Falamos sobre nós, sobre a vida... Não estamos juntos, não acho que ficaremos juntos. Eu estou muito determinada a seguir meu rumo por enquanto sozinha. Acho que talvez eu esteja desistindo de envolver pessoas. Talvez eu esteja aprendendo que não se deve envolver ninguém, que envolvimento talvez seja coisa natural, que se dá e se desfaz como as dunas ao sabor do vento. às vezes não tão voláteis os envolvimentos, certo, às vezes são mais como rochas no mar, mas o movimento da vida desgasta até as rochas. De tanto a água bater, um dia ela não mais existirá, não é isso? E ainda sim o mar seguirá passando por ali.
Sei lá. Mas não chamo isso de pessimismo. É só que eu sou da gira demais pra querer a responsabilidade de carregar alguém junto nessa. No momento tenho preferido chorar de solidão do que chorar por ter de abandonar alguém ao fim de um percurso.
Vamos ver o que a vida me traz. Eu sou nova, né? Eu tenho tempo. Apesar de achar que vou morrer aos 30 e poucos anos. E se isso acontecer, não sendo com dor, não acho mal. Claro eu gostaria de viver e experienciar mais coisas, mas como sofrer a falta do que ignoro? :) só filosofia barata. Eu sei que no fundo, sou feita de expectativas. Não menos humana que qualquer outra pessoa, mas sonhos e projeções circulam em minhas veias ao invés de sangue. Eu sou um paradoxo. E eu começo a acreditar que toda essa poesia sobre mim mesma, todo esse blá blá blá que te escrevo, mãe, ele serve muito mais pra mim do que pra vc. É puro egoísmo. É por egoísmo que compartilhamos coisas. Será? No final das contas, escrevendo, sou eu a primeira pessoa a ler e o email nem é endereçado a mim. Isso quase é uma falta de educação tremenda! :)
Bom, deixa pra lá. Só te pesso que, se eu morrer, você fale sobre sua filha poeta. Sobre sua filha leitora de pessoas. Sobre sua filha amante do nascer do sol ainda que por trás das nuvens. Amante do despertar e do adormecer depois de mais um dia de vida. Eu sou feita de segundos, mãe, e em cada um deles, trago uma felicidade e uma tristeza que às vezes nem percebo e nem têm nome. Mas essas felicidadezinhas e tristezinhas, elas me fazem seguir batendo nas rochas, virando espuma, pulando alto, avançando praia, recuando oceano, cheia de peixes e algas dentro e tudo aquilo de mais profundo onde nenhum ser humano pôde chegar. Quem tentou, morreu. Quem não tentou, no entanto, não faz idéia do que pode cruzar no caminho. Eu sou um "pegar ou largar".
Exatamente como o mar.
Um beijo de amor.
sua filha
eu.
A estréia foi simplesmente fantástica!!!! Perfeita!!! O público AMOU!
Eu me saí MUUUUITO bem! To super feliz e agora é seguir trabalhando pra manter a qualidade.
Robert e seus pais vieram, veio tb a ex-nora da Karin com sua filha Gustie e o novo marido. :) Em plena Alemanha, menos de dois meses de trabalho, eu já tive pessoas que vieram especialmente por mim. Mais do que em qualquer show que tive em Curitiba! hahahaha
Daí teve festa no restaurante do teatro depois, eu tava muuuito bem vestida (hahahah como estou vaidosa, meu Deus, grandes merdas), não sei se há fotos, mas posso procurar com alguém. De lá fomos para um bar (4 da manhã!!) e saímos de lá Às 6h. Frau e Herr Kaden foram pro hotel logo depois de comerem algo no restaurante do teatro, depois da apresentação. Eu e Robbie viemos pra minha casa e ficamos conversando sobre tudo até amanhacer o dia. Falamos sobre nós, sobre a vida... Não estamos juntos, não acho que ficaremos juntos. Eu estou muito determinada a seguir meu rumo por enquanto sozinha. Acho que talvez eu esteja desistindo de envolver pessoas. Talvez eu esteja aprendendo que não se deve envolver ninguém, que envolvimento talvez seja coisa natural, que se dá e se desfaz como as dunas ao sabor do vento. às vezes não tão voláteis os envolvimentos, certo, às vezes são mais como rochas no mar, mas o movimento da vida desgasta até as rochas. De tanto a água bater, um dia ela não mais existirá, não é isso? E ainda sim o mar seguirá passando por ali.
Sei lá. Mas não chamo isso de pessimismo. É só que eu sou da gira demais pra querer a responsabilidade de carregar alguém junto nessa. No momento tenho preferido chorar de solidão do que chorar por ter de abandonar alguém ao fim de um percurso.
Vamos ver o que a vida me traz. Eu sou nova, né? Eu tenho tempo. Apesar de achar que vou morrer aos 30 e poucos anos. E se isso acontecer, não sendo com dor, não acho mal. Claro eu gostaria de viver e experienciar mais coisas, mas como sofrer a falta do que ignoro? :) só filosofia barata. Eu sei que no fundo, sou feita de expectativas. Não menos humana que qualquer outra pessoa, mas sonhos e projeções circulam em minhas veias ao invés de sangue. Eu sou um paradoxo. E eu começo a acreditar que toda essa poesia sobre mim mesma, todo esse blá blá blá que te escrevo, mãe, ele serve muito mais pra mim do que pra vc. É puro egoísmo. É por egoísmo que compartilhamos coisas. Será? No final das contas, escrevendo, sou eu a primeira pessoa a ler e o email nem é endereçado a mim. Isso quase é uma falta de educação tremenda! :)
Bom, deixa pra lá. Só te pesso que, se eu morrer, você fale sobre sua filha poeta. Sobre sua filha leitora de pessoas. Sobre sua filha amante do nascer do sol ainda que por trás das nuvens. Amante do despertar e do adormecer depois de mais um dia de vida. Eu sou feita de segundos, mãe, e em cada um deles, trago uma felicidade e uma tristeza que às vezes nem percebo e nem têm nome. Mas essas felicidadezinhas e tristezinhas, elas me fazem seguir batendo nas rochas, virando espuma, pulando alto, avançando praia, recuando oceano, cheia de peixes e algas dentro e tudo aquilo de mais profundo onde nenhum ser humano pôde chegar. Quem tentou, morreu. Quem não tentou, no entanto, não faz idéia do que pode cruzar no caminho. Eu sou um "pegar ou largar".
Exatamente como o mar.
Um beijo de amor.
sua filha
eu.
domingo, 10 de janeiro de 2010
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