quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Curitiba - Emails daqui

Como está? A semana tem te tratado bem? Alguma novidade?
Por aqui o tendão de aquiles está mandando. Atestado desde ontem até amanhã. Molho. Remédio e gelo. E paciência. Nisso eu não sou boa, confesso.
Bom te conhecer, trocar idéia.
É um momento turbulento para mim, no entanto. Vc deve ter sentido. Estou vibrando numa frequencia muito alucinada, ansiosa com a mudança e com as coisas que, por conta dela, não posso viver, querendo. Todas as possibilidades que brotam todos os dias, as idéias, os sentimentos... pertencem muito a esse espaço aqui. E não adianta fingir, nem tudo é elástico. Muitas coisas, se eu resolvo agarrar, vão se romper de maneira brusca e dolorosa quando eu me afastar. E isso me dá dor. Uma dor fina. Aquela dor que dá quando vc tá no meio de um sonho incrível e se dá conta de que daqui a pouco tem que acordar pra ir pra escola. Aí acaba achando melhor abrir logo o olho, acabar de uma vez com aquilo e pelo menos se poupar do som estuprador do alarme. Entende? E o que fazer com a urgência? Porque em contrapartida, há, tão grande quanto o mecanismo de defesa, uma voz que sopra assim: "vai, se joga. Tá acabando. Depois resolve. Depois cura. Depois..." E é nesse momento que vc tá numa fábrica de doces e qdo se toca de que é sonho, enfia a mão no pote de caramelo e agarra todos que consegue. E ao soar o alarme, acorda, olha pra mão cerrada e... não resta nada. Foi só um sonho bom. E acorda, troca de roupa e vai pra escola. E daí quando vc for grande, vai contar numa roda como foi engraçado aquele sonho guloso, assaltar o pote de balas! Acordar com a mão fechada! Sonho inesquecível e efêmero como romance de verão. Por que não?
Por que, diabos, a gente precisa de muito tempo pra ir longe? Por que, diabos, ir longe significa se perder no caminho, não ter como voltar? Como saber? Quel é o grande crime do risco? No final, não somos todos sós? Então por que não dar uma chance para o que está no meio? Eu sei lá.

Só pra não deixar numa memória muito distante o nosso encontro da terça.

Na gira.

Nina.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Curitiba

Hoje fui ver o Leprê tocar. Tocou com o Nero no Wonka. Foi belo. Foi de uma beleza que não se diz com palavras. Estamos eu e meu pai em êxtase e gosto de compartilhar coisas assim com meu pai.
O show já começou bonito. Começou lindamente, eu posso dizer. Eu estive lá. E quem não esteve... nossa mãe! Quem não esteve... perdeu.
Eu tenho 24 anos. Praticamente início da vida. E confesso ter medo da morte.
Mas também, "Começando desse jeito, quem vai querer que termine?"
Leprê, Nero,
Obrigada. Mesmo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Curitiba

Hoje acordei com sopro no coração. Mas não era a doença.
É que abri o coração demais e aí, na falta de preenchimento melhor, dá sopro.
Então tenho eu que fechar as janelas, apesar do calor. É que é melhor prevenir porque se o vento soprar forte, vai bagunçar todo o resto.