domingo, 24 de maio de 2009

Curitiba

Não gostei. E sei que é porque é novo.
E nem vc sabe lidar. Nem vc, do alto dos seus 22 anos de idade.
Não sabe lidar com o que é de verdade.
Se assusta se é rápido demais, se é brusca.
É minha, é forte, é honesta.
E se vc não enxerga que achou, lamento.
Tenho eu que seguir na busca.

domingo, 3 de maio de 2009

Curitiba

Pior que essa solidão de merda, é essa solidão de quem fez merda.
Arrependimento virou clichê, ninguém mais dá crédito. Arrependimento sincero não é sinal de absolvição, nem confissão. Confissão muito menos. Só Deus é capaz de te absolver se estiver sinceramente arrependido. Ninguém mais. Porque ninguém quer sofrer sozinho, então se vc causa algum mal a alguém, a maneira dele não sofrer só é te deixar sofrendo culpa, é te punir com a solidão que a ausência dele traz. Porque não basta se arrepender. Hoje em dia não basta, você tem que sofrer seu castigo. Mesmo em briga entre amigo.

sábado, 2 de maio de 2009

Curitiba

O dia começou triste; ficou pior no fim da tarde; de noite, ficou bêbado de cachaça e vinho e de madrugada, acabou com um poeta fazendo balé na minha cozinha!
Se o tempo não melhora as coisas, pelo menos se encarrega de umas surpresas deliciosas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Curitiba

Eu sou daquelas que se maquiam antes de ligar a webcam pra falar com o namorado que tá longe há um tempo.
É a minha pele que anda péssima e acho que é de aprontar.
Tá frio hj aqui. Mais tarde saio para ouvir meu amigo tocar num café de esquina que fica do lado do Guaíra. Fingen. Gosto de lá. Meu café predileto, posso dizer. É que me sinto em casa sem me sentir só.
Vou chamar uns amigos pra tomar um capuccino médio e ouvir boa música.

Curitiba _ E-mails daqui

Desculpa. Eu menti. Eu acabei de ver que não escrevo.
Se você escreve, eu com certeza não o faço.
O que você faz é escrever. É isso.
Eu... eu... eu danço. Acho que sou bailarina e só mesmo.
Mas olha, desculpa. Eu não vou parar. É que, como te disse, escrevo pra me acompanhar. Porque a solidão, se deixo, me pega pela mão e me leva... me leva pra longe, pro meio de uma mata, sei lá, tudo igual, tudo verde, mato alto, é escuro e úmido; acaba anoitecendo e fica frio. Mas se posso escrever, eu invento o caminho de volta, invento o sol chegar mais cedo, invento que é praia e não floresta, posto nove em fevereiro... invento até que gosto de estar só. Mas só se escrevo, compreende? Só se escrevo. Só escrevendo.
Até ler eu prefiro junto. Até banho.

bjo
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009 3:31

Curitiba

Em casa.
Sozinha.
Vc não me ligou pra sair. Vc nem ia me dizer que ia sair. Vc nem lembrou da minha companhia. Talvez tenha até lembrado, mas achou melhor assim.
E eu to aqui sozinha ainda. E ainda fui burra, entrei em contato. E o convite que houve foi quase um "tanto faz se vc preferir ficar em casa".
Eu to vivendo um momento interessante em Curitiba. De um lado eu percebo que to fazendo coisas legais, tenho vontade de criar e ir fundo nas coisas novas, fazer alguma coisa diferente do que faço sempre... E do outro lado, pessoas me provando a cada oportunidade que eu não faço a menor diferença. Que tanto faz. E tanto faz mesmo, pior que tanto faz, não importa o que eu faça. Não importa que eu dance bonito ou escreva legal, ou seja divertida... não importa. E de repente eu percebo que sempre foi assim comigo. E começo a pensar que talvez eu devesse me repensar.
Acho que na verdade eu sou um saco. E sou pretenciosa e metida.
Então não preciso mais levar desaforo pra casa. Ou melhor, trazer desaforo pra casa.