Como deve ser conseguir aceitar que é possível receber sem sentir se dar. Colocar na mão do tempo o coração cansado de tanto nada que carrega. Deixar ele se encarregar de se recarregar com sentimentos que chegavam a transbordar, sendo um pouquinho verdade, um pouquinho invenção, um pouquinho bobagem, um pouquinho urgente, mas sem nunca descobrir exatamente quanto.
Quão pouco? Quão pouco de cada? Se um pouco mais um pouco transborda... ou tem outra coisa também, ou não sei medir, ou meu coração encolheu. Como é isso?
Foi ficando pequenino que nem os olhos de alguém que tem sono até que adormece.
Como alguém que desiste do filme inédito da tv, no sofá, porque é muito tarde.
domingo, 23 de maio de 2010
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Uma vez li/ouvi/imaginei, uma frase que dizia que tem gente que morre do coração - e morre de tanta força que faz para manter as coisas dentro dele. Transborda Nina, sem se preocupar com o que é de verdade, pq bem da verdade a gente vive se apaixonando de mentira e acaba até amando nosso amor inventado. Somos assim - isto é uma verdade. E sim, coração encolhe, todo músculo que não é usado acaba atrofiando (vc devia saber disso), daí a pergunta: O que vc ama está onde vc está? Ou que Diabos vc esta fazendo aí? Achando/pensando/inventando que vc esta fazendo a coisa certa? Eu era feliz quando o apanhava todos os dias na porta do Balé. Eu era feliz por estarmos ao alcance de um suspiro. Eu não tinha medo...o medo só veio depois, não como um suspiro, mas como uma explosão...
ResponderExcluirHey, lembra que lhe contei do meu sonho no penhasco com a flor seca que voltava a vida e se fazia um desejo? Tomei este chá esses dias: www.youtube.com/watch?v=nAUz-lSuZL8 e fiz o desejo...reze por mim. Durma bem e sonhe com os anjos.
ResponderExcluirquero meu coração também pequenino, pois tampouco sabe o que carrega e o quanto...
ResponderExcluirNina vc é maravilhosa!
Claudio
O anônimo Claudio, não sou eu. Anônimo.
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