Deixar Curitiba é simples.
É ir.
É fazer as malas e ir.
Não, não é difícil. Tem anestesia, quase não sinto.
Penso nos meus amigos, nos meus amados, nos meus e tudo o que sinto é que não muda nada. Acho que não entendi ainda que to indo embora e não acho isso mal. É que vou ter muitas saudades. Foi em Curitiba que encontrei um baú de jóias, que olhei pra vida com olhos diferentes e ela se abriu de um jeito lindo e inevitavelmente assustador.
Aqui eu me conheci e decepcionei comigo mil vezes. Aqui eu acreditei em muita coisa e aprendi que nada é por acaso. Eu descobri que desejos se realizam e também que se deve respeitar o tempo disso e das coisas e das pessoas. Descobri que desapego nem sempre é bom e que talvez minha maneira seja uma fuga de mim, sempre. Entendi que talvez eu não queira pensar nisso ainda e resolvi assumir.
Eu descobri que tem amizades que serão eternas e tem aquelas que eternizam uma noitada num bar e deu.
DEscobri que há mais artistas incríveis por aí do que jamais imaginei. DEscobri que há anjos e seres de outros mundos vestidos de gente como eu. E eu pude ouvir palavras deles e até tocá-los.
E há em mim a paz de que vou esbarrar com eles vestidos de muitas peles outras, por qualquer canto do mundo. É que foi em Curitiba que minha alma se abriu pro que não tem nome. E tem coisas das quais a gente não consegue fugir, não tira da gente assim fácil. Isso também aprendi por aqui. É que a vida tem dessas coisas.
Vou nessa. Sou da gira, não tem jeito.
Obrigada, Deus. É noix.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Curitiba - Emails daqui
Como está? A semana tem te tratado bem? Alguma novidade?
Por aqui o tendão de aquiles está mandando. Atestado desde ontem até amanhã. Molho. Remédio e gelo. E paciência. Nisso eu não sou boa, confesso.
Bom te conhecer, trocar idéia.
É um momento turbulento para mim, no entanto. Vc deve ter sentido. Estou vibrando numa frequencia muito alucinada, ansiosa com a mudança e com as coisas que, por conta dela, não posso viver, querendo. Todas as possibilidades que brotam todos os dias, as idéias, os sentimentos... pertencem muito a esse espaço aqui. E não adianta fingir, nem tudo é elástico. Muitas coisas, se eu resolvo agarrar, vão se romper de maneira brusca e dolorosa quando eu me afastar. E isso me dá dor. Uma dor fina. Aquela dor que dá quando vc tá no meio de um sonho incrível e se dá conta de que daqui a pouco tem que acordar pra ir pra escola. Aí acaba achando melhor abrir logo o olho, acabar de uma vez com aquilo e pelo menos se poupar do som estuprador do alarme. Entende? E o que fazer com a urgência? Porque em contrapartida, há, tão grande quanto o mecanismo de defesa, uma voz que sopra assim: "vai, se joga. Tá acabando. Depois resolve. Depois cura. Depois..." E é nesse momento que vc tá numa fábrica de doces e qdo se toca de que é sonho, enfia a mão no pote de caramelo e agarra todos que consegue. E ao soar o alarme, acorda, olha pra mão cerrada e... não resta nada. Foi só um sonho bom. E acorda, troca de roupa e vai pra escola. E daí quando vc for grande, vai contar numa roda como foi engraçado aquele sonho guloso, assaltar o pote de balas! Acordar com a mão fechada! Sonho inesquecível e efêmero como romance de verão. Por que não?
Por que, diabos, a gente precisa de muito tempo pra ir longe? Por que, diabos, ir longe significa se perder no caminho, não ter como voltar? Como saber? Quel é o grande crime do risco? No final, não somos todos sós? Então por que não dar uma chance para o que está no meio? Eu sei lá.
Só pra não deixar numa memória muito distante o nosso encontro da terça.
Na gira.
Nina.
Por aqui o tendão de aquiles está mandando. Atestado desde ontem até amanhã. Molho. Remédio e gelo. E paciência. Nisso eu não sou boa, confesso.
Bom te conhecer, trocar idéia.
É um momento turbulento para mim, no entanto. Vc deve ter sentido. Estou vibrando numa frequencia muito alucinada, ansiosa com a mudança e com as coisas que, por conta dela, não posso viver, querendo. Todas as possibilidades que brotam todos os dias, as idéias, os sentimentos... pertencem muito a esse espaço aqui. E não adianta fingir, nem tudo é elástico. Muitas coisas, se eu resolvo agarrar, vão se romper de maneira brusca e dolorosa quando eu me afastar. E isso me dá dor. Uma dor fina. Aquela dor que dá quando vc tá no meio de um sonho incrível e se dá conta de que daqui a pouco tem que acordar pra ir pra escola. Aí acaba achando melhor abrir logo o olho, acabar de uma vez com aquilo e pelo menos se poupar do som estuprador do alarme. Entende? E o que fazer com a urgência? Porque em contrapartida, há, tão grande quanto o mecanismo de defesa, uma voz que sopra assim: "vai, se joga. Tá acabando. Depois resolve. Depois cura. Depois..." E é nesse momento que vc tá numa fábrica de doces e qdo se toca de que é sonho, enfia a mão no pote de caramelo e agarra todos que consegue. E ao soar o alarme, acorda, olha pra mão cerrada e... não resta nada. Foi só um sonho bom. E acorda, troca de roupa e vai pra escola. E daí quando vc for grande, vai contar numa roda como foi engraçado aquele sonho guloso, assaltar o pote de balas! Acordar com a mão fechada! Sonho inesquecível e efêmero como romance de verão. Por que não?
Por que, diabos, a gente precisa de muito tempo pra ir longe? Por que, diabos, ir longe significa se perder no caminho, não ter como voltar? Como saber? Quel é o grande crime do risco? No final, não somos todos sós? Então por que não dar uma chance para o que está no meio? Eu sei lá.
Só pra não deixar numa memória muito distante o nosso encontro da terça.
Na gira.
Nina.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Curitiba
Hoje fui ver o Leprê tocar. Tocou com o Nero no Wonka. Foi belo. Foi de uma beleza que não se diz com palavras. Estamos eu e meu pai em êxtase e gosto de compartilhar coisas assim com meu pai.
O show já começou bonito. Começou lindamente, eu posso dizer. Eu estive lá. E quem não esteve... nossa mãe! Quem não esteve... perdeu.
Eu tenho 24 anos. Praticamente início da vida. E confesso ter medo da morte.
Mas também, "Começando desse jeito, quem vai querer que termine?"
Leprê, Nero,
Obrigada. Mesmo.
O show já começou bonito. Começou lindamente, eu posso dizer. Eu estive lá. E quem não esteve... nossa mãe! Quem não esteve... perdeu.
Eu tenho 24 anos. Praticamente início da vida. E confesso ter medo da morte.
Mas também, "Começando desse jeito, quem vai querer que termine?"
Leprê, Nero,
Obrigada. Mesmo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Curitiba
Hoje acordei com sopro no coração. Mas não era a doença.
É que abri o coração demais e aí, na falta de preenchimento melhor, dá sopro.
Então tenho eu que fechar as janelas, apesar do calor. É que é melhor prevenir porque se o vento soprar forte, vai bagunçar todo o resto.
É que abri o coração demais e aí, na falta de preenchimento melhor, dá sopro.
Então tenho eu que fechar as janelas, apesar do calor. É que é melhor prevenir porque se o vento soprar forte, vai bagunçar todo o resto.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Curitiba, ainda.
Tem tristeza e solidão hoje aqui.
Minha casa tá virada no saci e não tenho saco pra nada.
No entanto, minhas unhas estão feitas e meus cabelos escovados.
Quem sabe alguém passa aqui e grita: "Desce!"
"Vou trocar de roupa rapidinho."
"Não precisa! Vem de pijama mesmo!"
E daí eu desço as escadas corredendo, sem nem dar tempo do sensor me notar, as luzes então não acendem, mas nem preciso de luz, meus pés nem tocam os degraus...
Minha casa tá virada no saci e não tenho saco pra nada.
No entanto, minhas unhas estão feitas e meus cabelos escovados.
Quem sabe alguém passa aqui e grita: "Desce!"
"Vou trocar de roupa rapidinho."
"Não precisa! Vem de pijama mesmo!"
E daí eu desço as escadas corredendo, sem nem dar tempo do sensor me notar, as luzes então não acendem, mas nem preciso de luz, meus pés nem tocam os degraus...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Curitiba
Não adianta mais. Vou ter que substituir. Apelar pro comum, ceder.
Mas se me perguntam, respondo ainda: é você. É você. E não sei se passa, nem sei se quero que passe. Mas vou deixar meu coração dobrar esquinas, se perder, avançar sinais vermelhos. E me norteava por você, minto que agora me dirijo ao sul. Onde tem praias lindas.
Mas se me perguntam, respondo ainda: é você. É você. E não sei se passa, nem sei se quero que passe. Mas vou deixar meu coração dobrar esquinas, se perder, avançar sinais vermelhos. E me norteava por você, minto que agora me dirijo ao sul. Onde tem praias lindas.
domingo, 13 de setembro de 2009
Rio de Janeiro - Tijuca
Nada como madrugada marginal entre amigos que sabem todas as coisas.
Como ouvimos música e poesia, como falamos de coisas de outros mundos e as coisas de dentro de nós.
Nada como ver o sol nascer falando de sol. Nada como fechar as cortinas para manter o momento. A eternidade que guardo em mim, que levo pra onde quer que eu vá. A força atemporal de nossa amizade.
Fofo, Motta, obrigada por isso e todo o resto.
Como ouvimos música e poesia, como falamos de coisas de outros mundos e as coisas de dentro de nós.
Nada como ver o sol nascer falando de sol. Nada como fechar as cortinas para manter o momento. A eternidade que guardo em mim, que levo pra onde quer que eu vá. A força atemporal de nossa amizade.
Fofo, Motta, obrigada por isso e todo o resto.
domingo, 6 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Nebulosa 64 - emails daqui
Olha...
eu vou começar assim mesmo porque sou chegada numa introdução.
eu tenho uma coisa: eu me permito. sempre. eu me permito ao que me dá vontade. eu me permito ouvir, arriscar, falar, sentir, sofrer, rir, faltar o trabalho...
agora aqui nesse email eu to me permitindo pagar um mico enorme ao dividir uma coisa com você.
Já tem um tempo que você mora em mim. de uma maneira diferente de outras pessoas que moram em mim. muitas pessoas moram em mim e isso é privilégio. agora... olha, eu to querendo dizer que to gostando de você. que queria que fosse assim que nem em filme, sabe, que vc chegasse e dissesse: oh, meu, não vai pra são paulo, não, fica aí mais um pouco, vamos ver qual é. ou não tendo dado certo são paulo, como não deu, vc dissesse: fiz pensamento positivo pra não dar certo. sabe? assim como quem se importa mesmo, como quem gosta mesmo, que no fundo quer pra si. Esse negócio é bem assim até que se ache o encaixe, que se amoleçam as soldas, a medida que as flexibilidades vão aparecendo, as conversas, a cumplicidade e aí é que é maneiro mesmo, né, vc deve estar careca de saber, que é quando a gente tem sem precisar carregar, é quando a gente vê a coisa caminhar sozinha e pra muitos cantos e de longe se reconhece como algo que você criou e dá vontade, dá orgulho porque é de uma beleza cantada, de uma liberdade... de um ar que não cabe no peito... um sorriso gigante só de se saber parte, se saber responsável..
olha, eu sei muito que esse email não vai te trazer ao pé da minha janela com violão na mão numa madrugada de terça-feira. mas eu queria. mesmo. e se tem alguém que tinha que saber disso, né... bom. na verdade, vc já me disse e domonstra que o efeito contrário é o fato. mas eu preciso dizer porque o que tenho aqui dentro é seu, po, e acho que voce tem que participar de alguma maneira. e olha, esse email ta cheio de coisas boas, leves, claras e até cítricas. Porque tem aquele barulhinho que eu faço entredentes quando chupo uma fruta cítrica bem azeda que é o mesmo barulhinho que eu faço entredentes quando você lambe meu pescoço ou morde meu braço, ou pega meu cabelo com mais mão ou... enfim, limão.
eu nao to te escrevendo isso pra ver colé. eu entendi, adoro surpresas, ok, mas entendi. eu te escrevo porque esse lance de você morar em mim como mora é muito bonito e você merece tudo de mais bonito no mundo. :)
um beijo de carinho,
eu vou começar assim mesmo porque sou chegada numa introdução.
eu tenho uma coisa: eu me permito. sempre. eu me permito ao que me dá vontade. eu me permito ouvir, arriscar, falar, sentir, sofrer, rir, faltar o trabalho...
agora aqui nesse email eu to me permitindo pagar um mico enorme ao dividir uma coisa com você.
Já tem um tempo que você mora em mim. de uma maneira diferente de outras pessoas que moram em mim. muitas pessoas moram em mim e isso é privilégio. agora... olha, eu to querendo dizer que to gostando de você. que queria que fosse assim que nem em filme, sabe, que vc chegasse e dissesse: oh, meu, não vai pra são paulo, não, fica aí mais um pouco, vamos ver qual é. ou não tendo dado certo são paulo, como não deu, vc dissesse: fiz pensamento positivo pra não dar certo. sabe? assim como quem se importa mesmo, como quem gosta mesmo, que no fundo quer pra si. Esse negócio é bem assim até que se ache o encaixe, que se amoleçam as soldas, a medida que as flexibilidades vão aparecendo, as conversas, a cumplicidade e aí é que é maneiro mesmo, né, vc deve estar careca de saber, que é quando a gente tem sem precisar carregar, é quando a gente vê a coisa caminhar sozinha e pra muitos cantos e de longe se reconhece como algo que você criou e dá vontade, dá orgulho porque é de uma beleza cantada, de uma liberdade... de um ar que não cabe no peito... um sorriso gigante só de se saber parte, se saber responsável..
olha, eu sei muito que esse email não vai te trazer ao pé da minha janela com violão na mão numa madrugada de terça-feira. mas eu queria. mesmo. e se tem alguém que tinha que saber disso, né... bom. na verdade, vc já me disse e domonstra que o efeito contrário é o fato. mas eu preciso dizer porque o que tenho aqui dentro é seu, po, e acho que voce tem que participar de alguma maneira. e olha, esse email ta cheio de coisas boas, leves, claras e até cítricas. Porque tem aquele barulhinho que eu faço entredentes quando chupo uma fruta cítrica bem azeda que é o mesmo barulhinho que eu faço entredentes quando você lambe meu pescoço ou morde meu braço, ou pega meu cabelo com mais mão ou... enfim, limão.
eu nao to te escrevendo isso pra ver colé. eu entendi, adoro surpresas, ok, mas entendi. eu te escrevo porque esse lance de você morar em mim como mora é muito bonito e você merece tudo de mais bonito no mundo. :)
um beijo de carinho,
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Curitiba
Voltar de viagem é sempre bom. Casa. Meu quarto, minhas coisas, meu universo todo em 4x4. Metros. Menos que isso até.
A mala sempre parece mais cheia na volta. É solidão que vem mais densa. Voltar é sempre mais solitário do que ir. Ir sozinha é sempre menos triste que voltar sozinha.
Há dois anos moro em Curitiba e há dois anos as pessoas passam. Eu não consigo retê-las, detê-las. Tudo o que fica é lembrança e saudade e pensar que a minha vida vai ser sempre isso me dá um desesperozinho, uma tristeza fina lá no fundo. É quase poético. O problema é que antes de escrever, eu sinto.
A mala sempre parece mais cheia na volta. É solidão que vem mais densa. Voltar é sempre mais solitário do que ir. Ir sozinha é sempre menos triste que voltar sozinha.
Há dois anos moro em Curitiba e há dois anos as pessoas passam. Eu não consigo retê-las, detê-las. Tudo o que fica é lembrança e saudade e pensar que a minha vida vai ser sempre isso me dá um desesperozinho, uma tristeza fina lá no fundo. É quase poético. O problema é que antes de escrever, eu sinto.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Curitiba - Emails daqui
Você sempre me salvando.
Sempre fazendo do meu jeito, me deixando aprontar, escolher, mexer.
Me fazendo rir, esquecer, lembrar, me fazendo carinho.
Gnocchi ao bechamel com brócolis, berinjela e frango em cubinhos.
Carmenére e Cabernet e caipirinha de Smirnoff.
Um cochilo até de manhã e pão caseiro com café.
Pra começar o dia bem, pro dia correr todo bem, pra terminar bem.
Como tem que ser. Tem que ter sabor. E a nossa amizade é cheia disso, sem dúvida.
Obrigada!
Um beijo
Sempre fazendo do meu jeito, me deixando aprontar, escolher, mexer.
Me fazendo rir, esquecer, lembrar, me fazendo carinho.
Gnocchi ao bechamel com brócolis, berinjela e frango em cubinhos.
Carmenére e Cabernet e caipirinha de Smirnoff.
Um cochilo até de manhã e pão caseiro com café.
Pra começar o dia bem, pro dia correr todo bem, pra terminar bem.
Como tem que ser. Tem que ter sabor. E a nossa amizade é cheia disso, sem dúvida.
Obrigada!
Um beijo
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Curitiba
Aconteceu de eu voltar.
Aconteceu de eu segurar a onda, ir em frente entendendo que sou só e ser só sem ser triste.
Aconteceu que vc entendeu que eu mudei, aconteceu de eu me convencer também.
Aí aconteceu de eu ir embora antes e te dar tchau e vc me dizer que depois nos falaríamos pela internet. Mas aconteceu de vc não aparecer. Aconteceu de novo.
Aconteceu de eu segurar a onda, ir em frente entendendo que sou só e ser só sem ser triste.
Aconteceu que vc entendeu que eu mudei, aconteceu de eu me convencer também.
Aí aconteceu de eu ir embora antes e te dar tchau e vc me dizer que depois nos falaríamos pela internet. Mas aconteceu de vc não aparecer. Aconteceu de novo.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Curitiba - Emails daqui
HELP
Caí do cavalo, caríssimo.
Tombo feio, daqueles mais comuns, mas feio.
Daqueles que o cavalo empina assim pq o manipular das rédeas lhe pareceu mais agressivo, sei lá. Me jogou no chão. Ainda estou no chão. Vira e mexe consigo me distrair com uma nuvem que passa em coelho branco no céu, mas volta a doer.
Se for fazer alguma coisa hoje, me avisa? Por aqui ou meu tel de casa porque meu celular morreu.
beijos de carinho.
Caí do cavalo, caríssimo.
Tombo feio, daqueles mais comuns, mas feio.
Daqueles que o cavalo empina assim pq o manipular das rédeas lhe pareceu mais agressivo, sei lá. Me jogou no chão. Ainda estou no chão. Vira e mexe consigo me distrair com uma nuvem que passa em coelho branco no céu, mas volta a doer.
Se for fazer alguma coisa hoje, me avisa? Por aqui ou meu tel de casa porque meu celular morreu.
beijos de carinho.
domingo, 14 de junho de 2009
Ponta Grossa - 12/06/09
"Eu odeio o Dia dos Namorados" é o nome de uma festa na boate PLAY em Ponta Grossa.
Naquela noite, o meu namorado (até aquela noite, claro) saiu escondido para lá.
Me deixou sozinha, no hotel, odiando o Dia dos Namorados.
Naquela noite, o meu namorado (até aquela noite, claro) saiu escondido para lá.
Me deixou sozinha, no hotel, odiando o Dia dos Namorados.
domingo, 7 de junho de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Curitiba
Não gostei. E sei que é porque é novo.
E nem vc sabe lidar. Nem vc, do alto dos seus 22 anos de idade.
Não sabe lidar com o que é de verdade.
Se assusta se é rápido demais, se é brusca.
É minha, é forte, é honesta.
E se vc não enxerga que achou, lamento.
Tenho eu que seguir na busca.
E nem vc sabe lidar. Nem vc, do alto dos seus 22 anos de idade.
Não sabe lidar com o que é de verdade.
Se assusta se é rápido demais, se é brusca.
É minha, é forte, é honesta.
E se vc não enxerga que achou, lamento.
Tenho eu que seguir na busca.
domingo, 3 de maio de 2009
Curitiba
Pior que essa solidão de merda, é essa solidão de quem fez merda.
Arrependimento virou clichê, ninguém mais dá crédito. Arrependimento sincero não é sinal de absolvição, nem confissão. Confissão muito menos. Só Deus é capaz de te absolver se estiver sinceramente arrependido. Ninguém mais. Porque ninguém quer sofrer sozinho, então se vc causa algum mal a alguém, a maneira dele não sofrer só é te deixar sofrendo culpa, é te punir com a solidão que a ausência dele traz. Porque não basta se arrepender. Hoje em dia não basta, você tem que sofrer seu castigo. Mesmo em briga entre amigo.
Arrependimento virou clichê, ninguém mais dá crédito. Arrependimento sincero não é sinal de absolvição, nem confissão. Confissão muito menos. Só Deus é capaz de te absolver se estiver sinceramente arrependido. Ninguém mais. Porque ninguém quer sofrer sozinho, então se vc causa algum mal a alguém, a maneira dele não sofrer só é te deixar sofrendo culpa, é te punir com a solidão que a ausência dele traz. Porque não basta se arrepender. Hoje em dia não basta, você tem que sofrer seu castigo. Mesmo em briga entre amigo.
sábado, 2 de maio de 2009
Curitiba
O dia começou triste; ficou pior no fim da tarde; de noite, ficou bêbado de cachaça e vinho e de madrugada, acabou com um poeta fazendo balé na minha cozinha!
Se o tempo não melhora as coisas, pelo menos se encarrega de umas surpresas deliciosas.
Se o tempo não melhora as coisas, pelo menos se encarrega de umas surpresas deliciosas.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Curitiba
Eu sou daquelas que se maquiam antes de ligar a webcam pra falar com o namorado que tá longe há um tempo.
É a minha pele que anda péssima e acho que é de aprontar.
Tá frio hj aqui. Mais tarde saio para ouvir meu amigo tocar num café de esquina que fica do lado do Guaíra. Fingen. Gosto de lá. Meu café predileto, posso dizer. É que me sinto em casa sem me sentir só.
Vou chamar uns amigos pra tomar um capuccino médio e ouvir boa música.
É a minha pele que anda péssima e acho que é de aprontar.
Tá frio hj aqui. Mais tarde saio para ouvir meu amigo tocar num café de esquina que fica do lado do Guaíra. Fingen. Gosto de lá. Meu café predileto, posso dizer. É que me sinto em casa sem me sentir só.
Vou chamar uns amigos pra tomar um capuccino médio e ouvir boa música.
Curitiba _ E-mails daqui
Desculpa. Eu menti. Eu acabei de ver que não escrevo.
Se você escreve, eu com certeza não o faço.
O que você faz é escrever. É isso.
Eu... eu... eu danço. Acho que sou bailarina e só mesmo.
Mas olha, desculpa. Eu não vou parar. É que, como te disse, escrevo pra me acompanhar. Porque a solidão, se deixo, me pega pela mão e me leva... me leva pra longe, pro meio de uma mata, sei lá, tudo igual, tudo verde, mato alto, é escuro e úmido; acaba anoitecendo e fica frio. Mas se posso escrever, eu invento o caminho de volta, invento o sol chegar mais cedo, invento que é praia e não floresta, posto nove em fevereiro... invento até que gosto de estar só. Mas só se escrevo, compreende? Só se escrevo. Só escrevendo.
Até ler eu prefiro junto. Até banho.
bjo
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009 3:31
Se você escreve, eu com certeza não o faço.
O que você faz é escrever. É isso.
Eu... eu... eu danço. Acho que sou bailarina e só mesmo.
Mas olha, desculpa. Eu não vou parar. É que, como te disse, escrevo pra me acompanhar. Porque a solidão, se deixo, me pega pela mão e me leva... me leva pra longe, pro meio de uma mata, sei lá, tudo igual, tudo verde, mato alto, é escuro e úmido; acaba anoitecendo e fica frio. Mas se posso escrever, eu invento o caminho de volta, invento o sol chegar mais cedo, invento que é praia e não floresta, posto nove em fevereiro... invento até que gosto de estar só. Mas só se escrevo, compreende? Só se escrevo. Só escrevendo.
Até ler eu prefiro junto. Até banho.
bjo
Curitiba
Em casa.
Sozinha.
Vc não me ligou pra sair. Vc nem ia me dizer que ia sair. Vc nem lembrou da minha companhia. Talvez tenha até lembrado, mas achou melhor assim.
E eu to aqui sozinha ainda. E ainda fui burra, entrei em contato. E o convite que houve foi quase um "tanto faz se vc preferir ficar em casa".
Eu to vivendo um momento interessante em Curitiba. De um lado eu percebo que to fazendo coisas legais, tenho vontade de criar e ir fundo nas coisas novas, fazer alguma coisa diferente do que faço sempre... E do outro lado, pessoas me provando a cada oportunidade que eu não faço a menor diferença. Que tanto faz. E tanto faz mesmo, pior que tanto faz, não importa o que eu faça. Não importa que eu dance bonito ou escreva legal, ou seja divertida... não importa. E de repente eu percebo que sempre foi assim comigo. E começo a pensar que talvez eu devesse me repensar.
Acho que na verdade eu sou um saco. E sou pretenciosa e metida.
Então não preciso mais levar desaforo pra casa. Ou melhor, trazer desaforo pra casa.
Sozinha.
Vc não me ligou pra sair. Vc nem ia me dizer que ia sair. Vc nem lembrou da minha companhia. Talvez tenha até lembrado, mas achou melhor assim.
E eu to aqui sozinha ainda. E ainda fui burra, entrei em contato. E o convite que houve foi quase um "tanto faz se vc preferir ficar em casa".
Eu to vivendo um momento interessante em Curitiba. De um lado eu percebo que to fazendo coisas legais, tenho vontade de criar e ir fundo nas coisas novas, fazer alguma coisa diferente do que faço sempre... E do outro lado, pessoas me provando a cada oportunidade que eu não faço a menor diferença. Que tanto faz. E tanto faz mesmo, pior que tanto faz, não importa o que eu faça. Não importa que eu dance bonito ou escreva legal, ou seja divertida... não importa. E de repente eu percebo que sempre foi assim comigo. E começo a pensar que talvez eu devesse me repensar.
Acho que na verdade eu sou um saco. E sou pretenciosa e metida.
Então não preciso mais levar desaforo pra casa. Ou melhor, trazer desaforo pra casa.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Curitiba
Wonka. Março, Abril de 2008, sei lá.
Chego e minha irmã mais nova tá conversando com um japa lindo. Furo o olho dela e fico com ele. No dia seguinte, ela fica com ele e eles se gostam. Ele vira meu cunhado. Ele vira meu amigo.
Ele não é mais meu cunhado. Ele ainda é meu amigo. Pra sempre. Ele é meu Japinha, meu querido, meu Tamagoshi, brother!
Eu vou morrer de saudades, já sei. Vai ficar sem graça.
Ainda dizem que japonês é tudo igual. Não sabem de nada.
Chego e minha irmã mais nova tá conversando com um japa lindo. Furo o olho dela e fico com ele. No dia seguinte, ela fica com ele e eles se gostam. Ele vira meu cunhado. Ele vira meu amigo.
Ele não é mais meu cunhado. Ele ainda é meu amigo. Pra sempre. Ele é meu Japinha, meu querido, meu Tamagoshi, brother!
Eu vou morrer de saudades, já sei. Vai ficar sem graça.
Ainda dizem que japonês é tudo igual. Não sabem de nada.
Curitiba
Tem essa coisa de véspera de feriado que é meio maluca, né.
Eu trabalhei tanto hj que nem quero sair. Mas sairia com algumas pessoas. Tomaria um café ou um vinho. Falaria sobre vida ou sobre nada. Não falaria, me deixando só ouvir e viajar numa voz rouca qualquer. Qualquer, não. Não vou mentir.
Comprei 400g de amendoim colorido, o da casca grossa e crocante. Aqui chamam de japonês, mas no Rio, o japonês é outro.
E ainda dizem que japonês é tudo igual.
Eu trabalhei tanto hj que nem quero sair. Mas sairia com algumas pessoas. Tomaria um café ou um vinho. Falaria sobre vida ou sobre nada. Não falaria, me deixando só ouvir e viajar numa voz rouca qualquer. Qualquer, não. Não vou mentir.
Comprei 400g de amendoim colorido, o da casca grossa e crocante. Aqui chamam de japonês, mas no Rio, o japonês é outro.
E ainda dizem que japonês é tudo igual.
Curitiba
Há um tempo briguei duas vezes com minha diretora.
É que eu sofria de tristeza e tava com o humor virado.
Ela brincou comigo e, eu que não me importo, usei do direito de me importar pra importunar. Péssima escolha.
Hoje ela conversava com um diretor que queria pra mim e tive medo que ela me difamasse. To rezando nesse momento pra Deus, pedindo pra que isso não tenha acontecido.
E também pra que o diretor tenha me visto dançar. E tenha achado bom.
É que eu sofria de tristeza e tava com o humor virado.
Ela brincou comigo e, eu que não me importo, usei do direito de me importar pra importunar. Péssima escolha.
Hoje ela conversava com um diretor que queria pra mim e tive medo que ela me difamasse. To rezando nesse momento pra Deus, pedindo pra que isso não tenha acontecido.
E também pra que o diretor tenha me visto dançar. E tenha achado bom.
Curitiba
Tenho sono. Depois do teatro fui assistir minha grande amiga Juliana Adur em seu lindo trabalho solo Cuidado! Frágil. Belo. Fala das coisas do coração, que são pra ela e para mim e para alguns outros. Uns gostam, outros não. Eu gosto.
Daí no caminho pra casa (no táxi cortesia de amigo), pensei que adoraria chegar em casa e detar na minha cama do jeito que eu tava. Como em filme americano, que se deita até debaixo das cobertas com sapato e tudo, sabe? Desse jeito.
Tivemos boas discussões durante duas pizzas gigantes de muitos sabores gordos e magros. Discussões sobre arte, sobre dança, sobre comportamento. Eu entendi algumas coisas e outras tantas compliquei. E me desculpem se os assusto com minha maneira de falar, costuma ser calor, nunca cólera.
Daí no caminho pra casa (no táxi cortesia de amigo), pensei que adoraria chegar em casa e detar na minha cama do jeito que eu tava. Como em filme americano, que se deita até debaixo das cobertas com sapato e tudo, sabe? Desse jeito.
Tivemos boas discussões durante duas pizzas gigantes de muitos sabores gordos e magros. Discussões sobre arte, sobre dança, sobre comportamento. Eu entendi algumas coisas e outras tantas compliquei. E me desculpem se os assusto com minha maneira de falar, costuma ser calor, nunca cólera.
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