quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Nordhausen

Meu quarto fica mais aconchegante ainda com La Vie En Rose da Edith Piaf.
Contrastando com meu quarto - como se já não fosse suficiente tudo em mim constrastar, agora o entorno - minha alma barulhenta e inquieta.
Essa vontade de verão! De viver isso que tá imenso aqui dentro. Sair no frio mesmo, na neblina, apaixonada, feliz da vida por ele estar bem! Por estar lindo e parecido demais com alguém que esqueço. Como se não bastasse o sarcasmo e a ironia, agora ele tem também a barba dos homens que têm barba, e os dentes pequenos, que sempre foram pequenos, mas que hoje eram pequenos como os de uma criança. Infantis como de uma criança. De uma criança infantil.

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