- e falta q vc faz nesses dias de frio!
tem vinho
mas cadê a nina de tip-top?
bêjo
com a ponta do nariz gelado!
- ahhhhhhhhhhhhhhhh! Não me mata de saudades, Azevedo da minha vida! Meu Dudu amado... Nem me fala... nem me fala... Tenho vontade de conversar com você e te contar tudo sobre estar longe daquilo que mais fez a gente feliz. E desse lance de ter memória curta e ser melhor assim, pra sobreviver. E do medo de carregar pra sempre a sensação de que poderia ter sido melhor se fosse de outro jeito. Mas eu não sei... eu não sei nada da vida e tento acreditar no que está perto, no que é real e me apegar a isso e só isso porque o que já não tenho... não vivo, só vivo de dor naquilo que não tenho, naquilo que não posso ter de novo, reviver. E não é que eu seja infeliz aqui com minhas escolhas, é que escolhas por si só representam o abrir mão de outra coisa e esse lance de abrir mão não é lá dos mais alegres ou dos mais fáceis aprendizados da vida. O desapego.
Logo eu que achei que fosse desapegada. Que larguei coisas pra trás sem nem querer saber. Que sempre disse que só penso no que tô ganhando e nunca no que tô perdendo. Eu que como você, deixei família, amigo, calor pra trás. Mas é que nem sempre o que foi seu primeiro, te falou mais alto ao coração. Raíz é sempre raíz, mas o resto também faz marca, também se enrosca na gente. Curitiba e as pessoas daí estão enroscadas em mim de uma maneira que falta ar se penso demais. Porque o eu que eu fui aí, foi o eu mais parecido comigo. E agora às vezes parece que meu exercício pra crescer adulto, é adulterar. É isso. Estou virando adulto, estou adulterando? Será?
Não dá pra voltar atrás. Meu amor é lindo aqui e somos paz como nunca tive. É só medo, eu acho, Dudu. Um medo normal, um medo de seguir em frente, um medo da memória ser curta e um dia as lembranças já nem doerem mais.
O mundo gira devagar demais aqui desse lado. É como se nada acontecesse. Não tem paixão e isso me adormece. Eu já não sei mais reagir. A impressão que tenho é que tudo que tenho é o amor e te digo, meu caro, daqui do alto de uma sapiência que é de mentirinha - porque morre de medo de ter certeza: amor é lindo e importante e tudo que falam dele, menos... tudo. Amor não é tudo. Amor sem um monte de outras coisas, não sobrevive. Porque amor é entre dois indivíduos e sempre será. E indivíduos, no final das contas, sempre serão um apenas, não importa o quanto você esteja disposto a compartilhar. E o um tem seus desejos e medos individuais e tem as confusões mentais... O um é sempre só, no início, no meio e no fim. E isso não é triste. Perceber isso, acho, te faz perceber melhor o outro. Te faz perceber melhor o momento a dois, que é de beleza imensa... imensa.
Eu sei lá.
É importante acreditar. E se comprometer. E ir até onde der e quando não der mais, se perguntar por que, e se a resposta for boa e não só pra tentar convencer, então tem que juntar um monte de coragem, pra tirar de um o amor da vida dele. E no final, pra sempre morrer de saudades de um monte de coisa, de incertezas de outras tantas coisas e de um ou dois arrependimentos.
O que é real?
Te amo. E sofro de saudades de você e da nossa vida fofa juntos. E do jeito que você cantava em casa.
Beijo
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Mensagens daqui - Cowley
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